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domingo, 22 de julho de 2012

Educação a Distância (EaD), tecnologias na Educação e interfaces EaD-Presencial - Elaboração do Plano Municipal de Educação - Ituporanga/SC


Educação a Distância (EaD), tecnologias na Educação e interfaces EaD-Presencial[1]
Eli Lopes da Silva[2]

Ituporanga, SC. 23 de julho de 2012.

Educação a distância no plano Municipal de Educação

O termo “Educação a distância” figura no Plano Nacional de Educação (PNE – 2011/2020) em três metas diferentes.
Na meta 10, com previsão de “oferecer, no mínimo, vinte e cinco por cento das matrículas de educação de jovens e adultos na forma integrada à educação profissional nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio” (BRASIL, 2010, 12), o termo educação a distância é destaque em uma das estratégias que é a de “fomentar a integração da educação de jovens e adultos com a educação profissional, em cursos planejados, de acordo com as características e especificidades do público da educação de jovens e adultos, inclusive na modalidade de educação a distância.” (BRASIL, 2010, p.12).
Na meta 11, que é “Duplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta”, (BRASIL, 2010, p.13) o termo faz parte da estratégia de número 11.3, que é “Fomentar a expansão da oferta de educação profissional técnica de nível médio na modalidade de educação a distância, com a finalidade de ampliar a oferta e democratizar o acesso à educação profissional pública e gratuita” (BRASIL, 2010, p.13).
Finalmente, o termo é considerado também na meta 14, que trata da elevação do número de matrículas em cursos de pós-graduação stricto sensu, quando uma das estratégias para o alcance desta meta sugere que se usem metodologias da educação a distância, via Universidade Aberta do Brasil. (BRASIL, 2010).

Como pensar estas metas em nível municipal?



Tecnologias na Educação

Belloni (2010) realizou em 2006 uma pesquisa com 373 crianças do ensino fundamental e médio, na cidade de Florianópolis e constatou que, embora 73% já tinham utilizado a internet, apenas 20% disseram ter tido o primeiro acesso na escola. “Ao contrário dos países ricos, a instituição escolar [no Brasil] desempenha um papel pífio nesse processo de democratização da internet.” (BELLONI, 2010, p.84).
Em relação aos docentes, Fantin (2010) entrevistou 80 professores em Florianópolis, no ano de 2010 e verificou que 95% deles utilizam computador em suas casas, com acesso à internet, entretanto, 82% disseram que não ter conhecimento para utilização do computador em sala de aula, como recurso auxiliar em suas práticas pedagógicas.
Os professores do século XXI precisam prestar atenção nas mídias como recurso pedagógico e vislumbrar seu uso. Isto deve ser feito não apenas por modismo, mas porque as tecnologias, sobretudo digitais, fazem parte do cotidiano de professores e alunos (SILVA, 2012).
Silva e Abrahão (2010), em uma pesquisa-ação com o uso de Webquest na prática pedagógica, em Florianópolis, também enfatizam a dificuldade de conseguir adesão dos professores no uso de tecnologias digitais na educação.

Os professores são convidados, apresentam inicialmente um interesse grande pelo trabalho que está sendo realizado, entretanto, desistem de criar Webquest e, sendo assim, o apoio fica na maioria das vezes apenas no aspecto moral e não na prática. (SILVA; ABRAHÃO, 2010, p.6).

A televisão ampliou as possibilidades da comunicação de massa. O tipo de comunicação um para muitos do rádio, passou a ter uma “cara”.
            A internet veio permitir a comunicação muitos para muitos. Com ela:

A lógica comunicativa se inverte: a centralidade das mídias é substituída pela centralidade dos sujeitos. São eles que se tornam protagonistas de um cenário social e cultural caracterizado por uma multiplicação de telas disponíveis (às telas da televisão se acrescentam as telas do computador, celular, palmtop, play station,   I-Pod) e pela navegação de uma a outra dessas telas que são guiadas pelo interesse pessoal e pela necessidade do momento. (FANTIN; RIVOLTELLA, 2010, p.91).

Possibilidades de uso das tecnologias na educação

As tecnologias, sobretudo as digitais, já fazem parte do cotidiano de grande parte dos alunos, mas está longe ainda de serem incorporadas nas práticas pedagógicas dos professores.
Os alunos, além de acessar as redes sociais (Orkut, Facebook, entre outros), já compartilham documentos no Google Docs, criam seus próprios blogs, contribuem com a construção de Wikis, publicam seus vídeos no Youtube, enfim, interagem fora do espaço escolar.
Já não é hora dos professores incorporarem essas tecnologias em suas práticas pedagógicas, com o objetivo de, além de motivar os alunos, oferecer novas meias dos quais eles possam se apropriar no processo de ensino e aprendizagem?
Recursos não faltam e a maioria sem custo: publicação de vídeo no Youtube, escrita colaborativa com o Google Docs, criação de mapas conceituais com o Cmap Tools, criação e uso de Webquest, o Portal do Professor no site do MEC, os blogs e tantas outras possibilidades.
Sobre o uso de Blog na prática do professor, Modolon, Westrup e Bomfim (2012, p.17) argumentam que é “um recurso que desperta o senso crítico e colaborativo dos usuários na autoria dos textos e do trabalho colaborativo. Proporciona a construção e reconstrução de novos saberes”.
Spudeit, Viapiana e Prates (2012) argumentam em favor do uso de mapas conceituais como forma de conseguir aprendizagem significativa. Já em relação ao uso de jogos digitais para a aprendizagem, Jappur et al (2012) usam o conceito de Zona de Desenvolvimento Proximal proposto por Vygotsky para mostrar como é possível utilizá-los nas práticas pedagógicas.
Siqueira, Mallmann e Calza (2012) mostram como é possível utilizar hipertextos para a leitura assimilativa, enquanto Azevedo e Mendes (2012) apresentam as possibilidades de interatividade com o uso das redes sociais na prática docente.
Silva, Souza e Corrêa (2010) afirmam, entretanto, que não se devem utilizar as tecnologias apenas como modismo e que não dá para confundir entusiasmo com aprendizagem.
Investir tempo em aulas criativas e mais participativas, com ou seu o uso de tecnologias, dá trabalho, por outro lado, dá resultados em favor da aprendizagem.
           
Interfaces entre as modalidades a distância e presencial

O uso das tecnologias digitais em ambientes EaD, que de certa forma tendem a estender-se à educação presencial, como recursos que podem ser adotados pelos professores em suas práticas pedagógicas, ainda mostra-se bastante incipiente. Boa parte dos professores utiliza slides produzidos em PowerPoint para elaboração de suas aulas, mas, quando se fala do uso de Objetos de Aprendizagem, uso de Blogs na Educação, escrita colaborativa (por exemplo com o Google Docs), criação de Podcast, entre outros, há um número expressivo de professores que ainda desconhecem. Fomentar o uso destes recursos pelos professores na educação à distância, pode ser uma estratégica pedagógica de caráter investidor, que fomenta e que apresenta resultados em favor da aprendizagem dos alunos.

REFERÊNCIAS

AZEVEDO, Josiele Heide; MENDES, Leonor Medeiros. Experiências de usos das redes sociais no processo de ensino aprendizagem – Facebook, Orkut, Twitter. In: SILVA, Eli Lopes da. (Org.). Mídia-Educação: tecnologias digitais na prática do professor. Curitiba: CRV, 2012. p. 117-126.

BELLONI, Maria Luiza. Crianças e mídias no Brasil: Cenários de mudança. Campinas, SP: Papirus, 2010.

BRASIL. Projeto de lei 8035/2010. Brasília: Câmara dos Deputados, 2010. Disponível em: .Acesso em: 07 ago. 2011.

FANTIN, Mônica. Um olhar sobre os consumos culturais e os usos das mídias na prática docente. In: ENCONTRO DE PESQUISA E EDUCAÇÃO DA REGIÃO SUL – ANPED SUL, 8., 2010, Londrina. Anais do VIII Encontro de Pesquisa em Educação da Região Sul. Londrina, PR: Universidade Estadual de Londrina, 2010. (CDROM).ISSN 2178-0374

FANTIN, Monica; RIVOLTELLA, Pier Cesare. Crianças na era digital: desafios da comunicação e da educação. REU, Sorocaba, SP, v. 36, n. 1, p. 89-104, jun. 2010.

JAPPUR, Rafael et al. Jogos educativos digitais no processo ensino-aprendizagem. In: SILVA, Eli Lopes da. (Org.). Mídia-Educação: tecnologias digitais na prática do professor. Curitiba: CRV, 2012. p. 61-82.

MODOLON, Joice Rodrigues; WESTRUP, Maiara de Lima Machado; BOMFIM, Renata Albino Antonio. Blog, Podcast e Youtube no processo de ensino e aprendizagem. In: SILVA, Eli Lopes da. (Org.). Mídia-Educação: tecnologias digitais na prática do professor. Curitiba: CRV, 2012. p. 15-34.

SILVA, Eli Lopes da. Mídia-Educação: tecnologias digitais na prática do professor. Curitiba: CRV, 2012.

SILVA, Eli Lopes da; ABRAHÃO, Alessandro de Matos. Webquest e prática pedagógica: construção e uso de uma ferramenta para publicação. In: Anais do V Congresso Nacional de Ambientes Hipermídia para Aprendizagem (CONAHPA). Pelotas, RS: Universidade Católica de Pelotas, Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade Federal de Pelotas, 2010. (CDROM). ISBN 978.85.60522.620.

SILVA, Eli Lopes da; SOUZA, Diney Domingos de; CORRÊA, Alexandre Bastos. Construção, uso e avaliação de uma plataforma para Webquest baseada no Joomla: pesquisa-ação na Faculdade de Tecnologia Senai Florianópolis. In: COLÓQUIO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO, 7., 2000, Belo Horizonte. Anais do VII Colóquio Nacional de Pesquisa em Educação. São João Del Rei, MG: Editora UFSJ, 2010. ISBN 978-85-88414-60-0.

SIQUEIRA, Andrea Rodrigues; MALLMANN, Ivone Maria; CALZA, Rosangela. Hipertexto na prática pedagógica: uma leitura efetiva. In: SILVA, Eli Lopes da. (Org.). Mídia-Educação: tecnologias digitais na prática do professor. Curitiba: CRV, 2012. p. 83-104.

SPUDEIT, Daniela; VIAPIANA, Noeli; PRATES, Emerson. A utilização de mapas conceituais como instrumentos no desenvolvimento de competências em informação. In: SILVA, Eli Lopes da. (Org.). Mídia-Educação: tecnologias digitais na prática do professor. Curitiba: CRV, 2012. p. 35-60.


[1] Para referenciar este texto:
SILVA, Eli Lopes da. Educação a Distância (EaD), tecnologias na Educação e interfaces EaD-Presencial. (2012). Disponível em: . Acesso em: 23 jul. 2012.
[2] Mestre em Educação (PUC Minas); Bacharel em Ciências da Computação (PUC Minas). Atualmente é professor da Faculdade de Tecnologia Senac Florianópolis, editor científico da NAVUS – Revista de Gestão e Tecnologia (www.navus.sc.senac.br) e aluno de doutorado em Educação na linha de pesquisa Educação e Comunicação na Universidade Federal de Santa Catarina.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Palestra: Uso do método lógico para correção de manuscritos


Transcrevo abaixo o que entendi da palestra do professor Gilson Luiz Volpato (www.gilsonvolpato.com.br), proferida em 09 de julho de 2012, no XX Curso de Editoração Científica promovido pela ABEC – Associação Brasileira de Editores Científicos, na UFMG, em Belo Horizonte.
Gostei demais da palestra.

O palestrante iniciou sua apresentação com uma epígrafe: “A maioria das pessoas não planeja fracassar, fracassa por não se planejar”.  (John L. Berckley).

O professor Gilson chamou a atenção para aqueles que aceitam o encargo de parecerista de revista científica, os quais, ao longo da palestra, ele chamou de revisor. Sua primeira sugestão é para quem vai revisar trabalho científico é que se isole para fazer o trabalho todo de uma vez, porque o sujeito que começa o trabalho, para e retoma depois, perde muito tempo ao retomar. Além disto, há aqueles que tentam dar pareceres enquanto ficam ao mesmo tempo nas redes sociais, lendo emails, etc.

Revisar um artigo científico, segundo ele, é uma atividade que exige tempo e concentração.  O revisor é um abnegado. Ele faz isto por paixão, por ajuda à sociedade.

Para que serve a publicação científica? Gilson Volpato lembra que as publicações fornecem elementos de crítica para um conhecimento construído.

Sobre a pesquisa, ele afirma que não devemos ter a visão limitada de que toda pesquisa tem de ser aplicada. Dá como exemplo o raio laser que, quando foi descoberto, não se sabia qual seria sua utilidade.
Ele critica o fato de que, na pesquisa, muitas vezes negligenciamos a epistemologia.
Ele sugere a gente esquecer aquelas regrinhas de costumes. Quem pensa na frente, sai na frente. Cuidado com as regrinhas, diz o palestrante.

Sobre publicações internacionais, foram elencados 4 requisitos:
1 Novidade nas conclusões: todo cientista quer descobrir coisas, mas não descobrir coisinhas.
2 Metodologia robusta: desenho experimental; técnicas; número de réplicas; análise dos dados devem ser levados em conta.
3  Resultados claros. As melhores revistas do mundo não fazem publicações com resultados batendo na trave. Resultados batendo que batem na trave vão para as revistas mais fracas.
4 Apresentação impecável: o trabalho precisa ser bem apresentado.
Estes quatro pontos medem a qualidade de um trabalho para que seja publicado em uma boa revista.

Sobre a metodologia, ele afirma: ideia boa com metodologia adequada só pode dar bons resultados.
A maior dificuldade em publicar em revista boa é que somos pegos na lógica das conclusões.Um artigo bom precisa ter conclusões novas. Ainda que seja um artigo de revisão bibliográfica. Ele argumentou, entretanto, que o CNPq não financia artigos de revisão. É óbvio que é possível construir conclusões novas a partir de revisão bibliográfica, afirma.

Ao tratar de produção acadêmica, o palestrante fez uma crítica contundente que, aqui no Brasil, as pessoas publicam resumo expandido em congresso e estas publicações vão para o currículo Lattes. Segundo o professor Gilson, lá fora tem congresso que escreve no resumo expandido: “não cite, publicado como resumo expandido”. Ao falar disto, sugeriu tomar cuidado com citações a partir de teses, pois, para ele, o crivo de uma revista científica reconhecida é melhor que uma tese.

Outro fator importante na lógica são os contextos do pensamento científico.  Ao analisar uma ideia nova não podemos ser muito críticos, pois se formos, estaremos avaliando uma ideia nova com referenciais antigos. A crítica deve aparecer nos resultados e na discussão.

Um texto científico deve ser assim: apresentar as evidências e os leitores aceitarem as conclusões com base nas evidências. Ele alega que culturalmente no Brasil temos mania de encher o texto e alongá-lo demais. Há casos de professores que não aceitam as teses com a justificativa que ela está fininha.
A lógica de um artigo deve conter, estruturalmente, as justificativas – ideia – métodos – resultados – argumentações – conclusões.

Para ele a introdução deve conter a justificativa mais as ideias. O objetivo também deve aparecer na introdução. Tudo que for uma premissa necessária para o trabalho, deve aparecer na justificativa.
Resumo da lógica do texto científico: base empírica, contextos do pensamento, argumento lógico, texto como argumento, lógica das pesquisas, variáveis (podem ser classificadas em operacionais ou teóricas e em outra classificação em independentes ou dependentes).

Foram apresentadas 3 tipos de pesquisas:
a) Pesquisas descritivas: estas não apresentam hipóteses.
a) Pesquisas sem hipótese (tudo que for feito para tirar o retrato de uma situação)
            Elas DESCREVEM: estruturas, situações, ocorrências.
b) Pesquisas com hipótese
             - A hipótese é uma resposta provisória a uma pergunta, mas que ainda não foi testada.
            - Testam a RELAÇÃO entre duas variáveis ou mais.
            - Existem  2 tipos de RELAÇÃO: a associação entre variáveis ou interferência.
            - No caso das interferências, há uma causa, interferência e um efeito.
                        - Causa – interferência – efeito.

As variáveis operacionais são indicadores (exemplo: massa, peso, glicemia).
As teóricas são aquilo que se quer de fato (erros relacionados a aprendizagem; massa relacionada a crescimento; glicemia relacionada a diabetes).
As variáveis operacionais são usadas para análise dos resultados; as variáveis teóricas são usadas na introdução, discussão/conclusão e no título.

O que revisar em artigos científicos? O Conteúdo (conclusão; evidências (métodos, resultados, literatura), a Forma  (métodos, dados, literatura) e a Redação (frases, parágrafos, figuras, tabelas).
E as conclusões, o que são? Para ele a conclusão é a essência do artigo. Ele inclusive costuma dizer: nós publicamos conclusões.  Em alguns casos, a conclusão traz algum resultado para comparar. A conclusão deve convergir para o objetivo do trabalho... ou ultrapassá-lo. Centraliza a conclusão na: descrição, associação, interferência. Se foi utilizada estatística no trabalho, conclua com base nela. Cuidado com as tendências (e percentuais). Um erro comum é tentar incluir materiais e métodos na conclusão.

O que incluir nos resultados?  Verificar nos resultados o que é necessário para chegar às conclusões. Aquilo que é resultado mas não interessa para o projeto, não tem sentido aparecer na escrita do artigo. No artigo, mais importando do que aquilo que você fez, mais importante é o que você tem para apresentar.Ele faz uma comparação com uma palestra. Quando você dá uma palestra, não interesse muito o que você leu para construir a palestra, mas o que você tem a mostrar. Enalteça nos resultados o que mais usará diretamente na discussão.

Alguns cuidados que ele sugere: não inclua o nome do laboratório ou da instituição. Ele diz que tem um cantinho lógico no trabalho (agradecimentos) onde pode ser citada a instituição ou laboratório que cedeu o espaço para a pesquisa. Só inclua coordenadas geográficas em estudo de campo.
Cuidado com valores gerais. Cuidado com o “adaptado de...”. Qual foi a sua adaptação? O que você modificou? Talvez você deva dizer eu fiz aquilo com tal adaptação. Não diga que os dados foram obtidos por um especialista. No caso de uso de software, por exemplo estatístico, não importa o software, mas sim o teste. (Erro: as análises foram feitas no SAS...).

Discussão: o que evitar? Evitar discussão fofoca: é aquela que compara os dados com os de outros autores, mas não acrescenta nada.  A discussão é o lugar onde vou usar as os resultados para mostrar minhas conclusões. Uma revista criteriosa iria perguntar: qual a sua novidade? A discussão é um texto argumentativo onde o autor valida suas conclusões.

A discussão precisa validar a metodologia. Sugestão: comece a discussão com as principais conclusões. Diga para o leitor: aqui a gente vai chegar em tal lugar. Sugira estudos futuros, apenas se forem decorrentes lógicos.
Faça recomendações somente se forem cabíveis. Cuidado também ao escrever os objetivos. Em pesquisas descritivas, por exemplo, não necessariamente vai haver hipóteses. Em pesquisa com testes de hipóteses, com associação com interferência, mostrar coisas do tipo: Avaliar se A causa B; testar se...; Testar se A aumenta B; etc.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Mídia-Educação: tecnologias digitais na prática do professor

É com muita satisfação que anuncio o lançamento do livro "Mídia-Educação: tecnologias digitais na prática do professor", resultado de um trabalho meu com colegas do Senac.

O livro está à venda no site da Editora CRV (www.editoracrv.com.br).



Em breve disponibilizarei aqui a data e local do lançamento, que será em Florianópolis.

Divulguem, comprem, leiam e entrem em diálogo conosco sobre as temáticas discutidas na obra.

Meus agradecimentos a todos os colegas que aceitaram o desafio de escrever este trabalho e, em especial, à Nadi Helena Presser que, gentilmente, escreveu o prefácio de nosso livro.


Abaixo uma sinopse:
Esta obra é fruto da disciplina Mídia-Educação, ministrada pelo professor Eli Lopes da Silva, no curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Didática da Educação Superior, ofertada pelo Senac de Santa Catarina aos docentes de suas faculdades e unidades operativas. O objetivo da disciplina, que também se tornou objetivo desta obra, é a reflexão, tanto do ponto de vista teórico quanto prático do uso das tecnologias, sobretudo aquelas digitais, nas práticas pedagógicas de professores dos diversos níveis de ensino, bem como a formação docente para atuar com estas tecnologias.
O livro é destinado principalmente a professores que tenham interesse na utilização das tecnologias aqui apresentadas para melhorar a qualidade de suas aulas, objetivando a aprendizagem dos alunos, proporcionada pela relação com as tecnologias e suas diversas possibilidades de uso nas práticas pedagógicas.
Outro público que pode tirar um bom proveito dos textos aqui apresentados são os professores em formação, estudantes de pedagogia e dos diversos cursos de licenciatura e, finalmente,  os gestores dos diversos níveis educacionais.
O que o organizador e os autores dos sete capítulos esperam é que seja fomentado o uso das tecnologias digitais nas práticas pedagógicas e que todos, autores e leitores, possam trocar ideias acerca de atuação docente com o uso destes recursos.
O título “MÍDIA-EDUCAÇÃO: tecnologias digitais na prática do professor” parte do princípio que a Mídia-Educação vem se configurando como uma área de conhecimento que leva em conta a associação das diversas Mídias com a Educação e, sobretudo, a formação de um professor para o século XXI que seja capaz de usar as Tecnologias da Informação e Comunicação em suas práticas, estabelecendo uma interface entre a Educação e a Comunicação.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Foram criadas 19.569 vagas para professor de 3o. grau

Foi publicada hoje, dia 26/06/2012, a Lei nr. 12.677, sancionada pela presidenta Dilma, que cria 19.569 vagas para professor de 3o. grau nas instituições federais.

Transcrevo abaixo o texto inicial da Lei, com os demais cargos criados, publicada no D.O.U. de 26/06/2012.


LEI No- 12.677, DE 25 DE JUNHO DE 2012
Dispõe sobre a criação de cargos efetivos,
cargos de direção e funções gratificadas no
âmbito do Ministério da Educação, destinados
às instituições federais de ensino; altera
as Leis nos 8.168, de 16 de janeiro de
1991, 11.892, de 29 de dezembro de 2008,
e 11.526, de 4 de outubro de 2007; revoga
as Leis nos 5.490, de 3 de setembro de
1968, e 5.758, de 3 de dezembro de 1971, e
os Decretos-Leis nos 245, de 28 de fevereiro
de 1967, 419, de 10 de janeiro de 1969, e
530, de 15 de abril de 1969; e dá outras
providências.
A P R E S I D E N T A D A R E P Ú B L I C A
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono
a seguinte Lei:
Art. 1o Ficam criados no âmbito do Ministério da Educação
para redistribuição às instituições federais de ensino:
I - 19.569 (dezenove mil, quinhentos e sessenta e nove)
cargos de Professor de 3o Grau, integrantes da Carreira do Magistério
Superior, de que trata a Lei no 7.596, de 10 de abril de 1987;
II - 24.306 (vinte e quatro mil, trezentos e seis) cargos
efetivos de Professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico, integrantes
do Plano de Carreira e Cargos de Magistério do Ensino
Básico, Técnico e Tecnológico, de que trata a Lei no 11.784, de 22 de
setembro de 2008;
III - 27.714 (vinte e sete mil, setecentos e quatorze) cargos
de técnicos-administrativos do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-
Administrativos em Educação, de que trata a Lei no 11.091, de 12 de
janeiro de 2005, conforme disposto no Anexo I desta Lei;
IV - 1 (um) cargo de direção - CD-1;
V - 499 (quatrocentos e noventa e nove) cargos de direção - CD-2;
VI - 285 (duzentos e oitenta e cinco) cargos de direção - CD-3;
VII - 823 (oitocentos e vinte e três) cargos de direção - CD-4;
VIII - 1.315 (mil, trezentos e quinze) funções gratificadas - FG-1;
IX - 2.414 (duas mil, quatrocentos e quatorze) funções gratificadas
- FG-2; e
X - 252 (duzentos e cinquenta e duas) funções gratificadas - FG-3.

Submissões para o 4o. Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação

Está findando o prazo para a submissão de resumos ao 4o. Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação. (www.hipertexto2012.com.br).

simposio

Eu participei das 2 edições anteriores e espero estar nesta também. Já submeti o meu resumo.

Quem trabalha com a temática não pode perder. Submeta seu trabalho.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

20.000 acessos

Meu Blog acaba de completar 20.000 (vinte mil) acessos.
Mutíssimo obrigado a todos que leem meus posts.
Espero nesta semana ainda, até sexta-feira, apresentar aqui uma novidade.