segunda-feira, 2 de setembro de 2019

NOMES DE CONSELHOS REGIONAIS DE ÁREAS EM CITAÇÕES E REFERÊNCIAS

Eli Lopes da Silva
Rosiane Maria


                Fomos interrogados por alunos do curso de Ciências Contábeis de uma instituição sobre como fazer citações e referências de entidades da área, como o Conselho Federal de Contabilidade ou os Conselhos Estaduais de Contabilidade.
          Na prática, é fácil resolver esta questão. Tanto a norma de citações – NBR 10520 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2002) quanto a norma de referências – NBR 6023 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2018) trazem exemplos que podem sanar a dúvida.
                Primeiramente, vamos aos exemplos apresentados em ambas as normas que acabamos de citar. Na norma de citações temos:


EXEMPLO EXTRAÍDO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (2002, p. 4):

No texto:
“Comunidade tem que poder ser intercambiada em qualquer circunstância, sem quaisquer restrições estatais, pelas moedas dos outros Estados-membros.” (COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPÉIAS, 1992, p. 34).

Na lista de referências:

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPÉIAS. A união européia. Luxemburgo: Serviço das Publicações Oficiais das Comunidades Europeias, 1992.


                Como podemos ver, o nome da instituição deve ser escrito por extenso.

Exemplo 1:
Na citação:
“O Exame será regido por este Edital e pela Resolução CFC n.° 1.486/2015 e executado pela Consultoria e Planejamento em Administração (Consulplan), sob sua inteira responsabilidade e controle.” (CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, 2019, p. 1).

Na lista de referências:
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Edital do exame de suficiência edição n.° 01/2019. 2019. Disponível em: https://d3du0p87blxrg0.cloudfront.net/concursos/1506/1_888782.pdf. Acesso em: 19 ago. 2019.


Exemplo 2:
Na citação:
“A partir do ano de 2008 várias mudanças ocorreram nessa área e, por este motivo, é importante analisar como os municípios estão se adaptando às novas regras estabelecidas pelos órgãos responsáveis.” (CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, 2008, p. 3).

Na lista de referências:
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Reforma tributária PEC n. 233/2008: uma contribuição do Conselho Federal de Contabilidade para a sociedade brasileira. Brasília, DF: CFC, 2008.


Mas, e quanto aos conselhos estaduais de Contabilidade?

Encontramos a resposta na NBR 6023: “Quando a instituição, vinculada a um órgão maior, tem uma denominação específica que a identifica, a entrada é feita diretamente pelo seu nome.” (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2018, p. 38).

Por essa razão, sugerimos grafar CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DE SANTA CATARINA, CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DE MINAS GERAIS e assim nos demais casos.

Exemplo 3:
Na citação:
“Art. 8º As Normas Brasileiras de Contabilidade, com exceção dos Comunicados Técnicos, devem ser submetidas à audiência pública com duração mínima de 30 (trinta) dias.” (CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DE SANTA CATARINA, 2019, p. 38).

Na lista de referências:
CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DE SANTA CATARINA. Livro de bolso do profissional da contabilidade. 5. ed. Florianópolis: CRCSC, 2019. E-book.

Exemplo 4:
Na citação:
“Dada relevância das obrigações legais, recomenda-se que os profissionais da Contabilidade, entre outros procedimentos, orientem também seus colaboradores a atenção necessária para o cumprimento da Lei”. (CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DE SANTA CATARINA, 2016, p. 3).

Na lista de referências:
CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DE SANTA CATARINA. Perguntas e respostas sobre a aplicação da resolução CFC n.º 1.445/13. [2016]. Disponível em: https://cfc.org.br/wp-content/uploads/2016/12/Cartilha_COAF_CFC.pdf. Acesso em: 20 ago. 2019.


            Lembramos que o assunto aqui tratado é a forma de indicar as entidades nas citações e referências, não o tipo de documento citado. Por essa razão, note que os exemplos 1, 2 e 3 trazem diferentes tipos de documentos. Mas, para tal, é importante ficar atento ao documento referenciado.



REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10520: Informação e documentação – Citações em documentos – Apresentação. Rio de janeiro: ABNT, 2002.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: Informação e documentação — Referências — Elaboração. Rio de janeiro: ABNT, 2018.

domingo, 1 de setembro de 2019

Um convite à humildade e tolerância

Reproduzo a seguir o discurso que fiz na formatura de meus alunos do Curso Superior de Tecnologia em Análise em Desenvolvimento de Sistemas, no dia 31/08/2019, quando tive a alegria de ter sido paraninfo e homenageado pela turma.


Boa noite a todos e  a todas.
“O meu respeito de professor à pessoa do educando, à sua curiosidade, à sua timidez, que não devo agravar com procedimentos inibidores, exige de mim o cultivo da humildade e da tolerância” (FREIRE, 1996, p. 67).

Essa frase não é minha. Quem me dera fosse. É de Paulo Freire, no livro Pedagogia da autonomia. Linda essa palavra “autonomia”. A gente educa para que a pessoa humana se transforme em sujeito de si. E não se educa sem AMOR.
Vocês, formandos, que saem do SENAC como tecnólogos em análise e desenvolvimento de sistemas, não se esqueçam desta palavra: AMOR.

E já que estou falando em sistemas, sei que vocês estudaram lógica de programação aqui no curso.  Do ponto de vista filosófico, lógica tem um sentido mais amplo: é um conjunto de normas que conduzem nosso pensamento.

Convido vocês para, a partir de agora, sempre que tiverem que tomar uma decisão lógica, ou seja, baseada em normas, lembrem-se  de que à lógica duas outras questões devem vir à tona: a estética que são as ideias que guiam seus sentimentos e a ética, que são os ideais que conduzem seus comportamentos.

Portanto, decisões normativas, ou lógicas, devem ser tomadas com sentimentos (a estética) e dotadas de bom comportamento (a ética).
Decisões infelizes se baseiam somente em normas ou sentimentos, perdendo de vista a tríade lógica, ética e estética.

Voltemos então à questão do amor: quando olhar para quem está ao seu lado, não se preocupe com sua cor, seu credo, sua condição financeira ou seu status. Olhe para o lado humano.
Retomando o mestre Paulo Freire: convido-os a cultivar a humildade e a tolerância, sem perder a alegria, a perseverança e a vontade de viver em um país mais humano e mais fraterno.

Parabéns! Saúde na nova empreitada e muito sucesso aos formandos.
Prof. Eli Lopes.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 29. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Plágio em Artigos Científicos: o que o editor tem a ver com isso?

Licença Creative Commons
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domingo, 10 de março de 2019

DICAS DA CICINHA - vídeos curtos e didáticos sobre ABNT para trabalhos acadêmicos e artigos

https://www.youtube.com/channel/UCnORoINSCo3hvJH7Xa-2_AA
Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, mas prestigiando a todos, a Patricia G. Ribeiro e eu lançamos o canal DICAS DA CICINHA, com dicas da ABNT.
Terminamos a "Temporada 1" sobre citações. Aguardem novos vídeos sobre referências na "Temporada 2".

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Todo dia 28 meus livros gratuitos na Amazon.com.br - Elaboração de Trabalhos Acadêmicos e Lógica de Programação


http://a.co/d/hWKhXtB
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2) não escolham a promoção "R$ 0,00 Kindle unlimited" porque ela os obriga a pagar um valor por mês para a Amazon. 
3) EU SÓ NÃO DISPONIBILIZEI GRATUITAMENTE DE FORMA PERMANENTE PORQUE A AMAZON NÃO PERMITE. EU POSSO COLOCAR GRATUITO POR 5 DIAS (INTERMITENTES OU NÃO) EM UM PERÍODO DE 90 DIAS.
Estou entrando na onda dos Recursos Educacionais Abertos (REA) ou OER (Open Educational Resources) e licenciei meu livro com a Creative Commons https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/

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IMPORTANTE: 
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3) EU SÓ NÃO DISPONIBILIZEI GRATUITAMENTE DE FORMA PERMANENTE PORQUE A AMAZON NÃO PERMITE. EU POSSO COLOCAR GRATUITO POR 5 DIAS (INTERMITENTES OU NÃO) EM UM PERÍODO DE 90 DIAS.
Estou entrando na onda dos Recursos Educacionais Abertos (REA) ou OER (Open Educational Resources) e licenciei meu livro com a Creative Commons https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Alterações na norma de referências – NBR6023: o que fica e o que modifica

Eli Lopes da Silva (Doutor em Educação)
Rosiane Maria (Bibliotecária - CRB14/1588)

A elaboração da lista de referências é normatizada pela NBR 6023.
Como sabemos, no dia 14/11/2018, entrou em vigor a nova NBR 6023, em substituição à anterior que era de 2002.
Nesta publicação pretendemos apresentar as diferenças entre ambas, mas relatando também o que ficou mantido para aqueles que querem conhecer melhor a norma.
Utilizaremos os símbolos:
  para indicar o que permanece inalterado,



 para indicar onde houve mudanças.

Uma referência é composta de elementos essenciais, que são aqueles indispensáveis para identificar um documento e pelos elementos complementares que, embora sirvam para caracterizar o documento, são opcionais.
Trataremos neste texto apenas da identificação com os elementos essenciais. Entretanto, podemos citar exemplos de elementos complementares: o número de páginas de um livro, o ISBN[1] e nome do tradutor. Os elementos essenciais para identificação de um documento variam de acordo com o tipo de documento: livro, tese, artigo de revista, entre outros.
Este texto está organizado pelo tipo de obra a ser referenciada. Antes das regras para identificação dos documentos, vejamos uma dica de como formatar a lista de referências.
 

[1] ISBN vem do inglês International Standard Book Number: um número internacional padrão capaz de identificar a obra.



Formatação da lista de referências
O título é centralizado (assim como são os demais títulos sem indicativo numérico).
A lista é alinhada à esquerda.
Utilizamos espaçamento simples na mesma referência e uma linha em branco (com espaço entre linhas simples) entre uma referência e outra.
Títulos podem ser grifados em negritoitálico ou sublinhado.
OBS.: Havia uma contradição entre a NBR 6023:2002 e a NBR 14724, pois a primeira dizia que o espaçamento entre uma referência e outra é duplo, enquanto a segunda diz que o espaçamento entre as referências é simples. Problema agora resolvido: espaçamento simples.
Os elementos obrigatórios para referências de livros são a autoria, o título grifado e subtítulo sem o grifo, a edição (neste caso só indicamos da segunda em diante), a cidade da editora, editora e ano. Vejamos exemplos.

Referência de livro
(um autor somente)
ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2012.


Referência de livro
(um autor somente,
com grau de parentesco no sobrenome)
ROSA NETO, Francisco. Manual de avaliação motora. Porto Alegre: Artmed, 2002.

Referência de livro com subtítulo
(um autor somente)
DELEUZE, Gilles. Empirismo e subjetividade: ensaio sobre a natureza humana segundo Hume. 2. ed. São Paulo: Editora 34, 2012.
Da segunda edição em diante deve ser indicada a edição com números arábicos, ponto, espaço e a expressão - ed - em minúsculo.
             
  Passamos agora para exemplos com dois, três ou mais autores.
Referência de livro
(dois autores)
DELEUZE, Gilles; PARNET, Claire. Diálogos. Lisboa: Relógio D´Água Editores, 2004.
Note que, por se tratar de primeira edição, não há indicativo de edição.
Referência de livro
(três autores)
FEUERSTEIN, Reuven; FEUERSTEIN, Rafael S.; FALIK, Louis H. Além da inteligência: aprendizagem mediada e a capacidade de mudança do cérebro. Rio de Janeiro: Vozes, 2014.
Referência de livro
(mais de três autores)

Agora a expressão et al. 
passou a ser grafada
em itálico
TEIXEIRA, Suzana Maria Ferreira Gomes et alAdministração aplicada às unidades de alimentação e nutrição. São Paulo: Atheneu, 2007.
Em nenhum momento a norma NBR 10520 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICA, 2002) apresenta exemplo a ser seguido quanto ao uso de citações com mais de três autores.
Mediante essa ausência de orientação na norma de citação, muitas discussões ocorrem no meio acadêmico quanto ao uso correto do et al.  Entretanto, nós partimos pela lógica e sempre buscamos aproximar as regras impostas pelas normas NBR 10520 (Citação) e da NBR 6023 (Referência). Sendo assim, entendemos que nas citações com mais de três autores o uso do et al, também deverá estar grafado com itálico.
A referência de capítulo de livro deve indicar o autor do capítulo, o título do capítulo, seguido da referência completa da obra e, no final, indicação das páginas (inicial e final) do capítulo ou do número do capítulo.
Referência de capítulo de livro
Duas mudanças: a palavra in 
passou a ser grafada em itálico
e a palavra org. passou a ser totalmente em minúsculo. 
BRANDÃO, Carlos Rodrigues. A pesquisa participante e a participação da pesquisa: um olhar entre tempos e espaços a partir da América Latina. In: BRANDÃO, Carlos Rodrigues; STRECK, Danilo R. (org.). Pesquisa-participante: a partilha do saber. Aparecida, SP: Ideias & Letras, 2006. p. 21-54.
Note que o grifo é somente no título da obra. Outro detalhe: Org. se escreve no singular, mesmo com dois autores.
Gostaríamos de evidenciar o fato do uso das palavras org., ed. e coord., para as quais a NBR 6023 não justifica o fato de usar somente no singular, mesmo que a referência tenha mais de três autores. Notem que esse aspecto pode confundir o leitor, fica em desacordo com as regras da língua.
REFERÊNCIA DE TRABALHO ACADÊMICO:
Não houve mudanças. Expomos a seguir alguns exemplos nossos, baseados tanto no que a norma diz quanto no que ela exemplifica.
Referência de trabalhos acadêmicos
MIGUEL, Ana Cristina Cravo. Letramentos e práticas pedagógicas na Educação Profissional: um estudo de caso de formação continuada para as mídias para os professores do Senai/SC. 2014. 299 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2014.
Referência de trabalhos acadêmicos
SILVA, Eli Lopes da. Labirinto rizomático de experiências com mídias digitais. 2016. 373 p. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Federal de Santa Catarina, 2016.
Caso no documento eletrônico não seja informado o ano, mas é possível identificar, como acontece em blogs, por exemplo, o ano é informado entre colchetes.
Referência de material online
A mudança é que o endereço eletrônico
não fica mais entre os sinais de 
< e >
DEMO, Pedro. Rumos da educação no novo milênio. [2012]. Disponível em: http://pedrodemo.blogspot.com.br/2012/08/rumos-da-educacao-no-novo-milenio.html. Acesso em: 12 jun. 2016.
O artigo de revista deve apresentar o autor, título, o local (cidade da revista), volume ou ano (não a data, mas o ano sequencial da revista), número, paginação e periodicidade.
A periodicidade é indicada pelo primeiro e último mês ou pelo mês para revista mensal ou ainda pela data de publicação para periodicidade menor que mensal. Os meses são abreviados pelas três primeiras letras, exceto para o mês de maio que é escrito por extenso, a exemplo do que vimos na data de acesso de material online.
O grifo deve ser no título da revista. Vejamos os exemplos.
Artigo de revista
(com volume e número; periodicidade trimestral)
FALCÃO JÚNIOR, Marcos Antônio Gomes; SANTOS, Raimundo Nonato Macedo dos. A gestão de processos na análise das atividades de seleções públicas simplificadas: estudo de caso em uma prefeitura. Navus, Florianópolis, v. 6, n. 2, p. 6-19, abr./jun. 2016.
Artigo de revista
(com ano e número; periodicidade semestral)
GARCIA, Wilton. Cidade de Deus – Refrações contemporâneas do cinema brasileiro. Novos Olhares, ano 6, número 12, p. 42-50, jul./dez. 2003.
Documento sem autoria deve ter sua entrada nas referências pela primeira palavra do título. Apresentamos esse exemplo após os artigos de revista porque sabemos que é comum as revistas apresentarem algum texto que, embora útil e importante, não estejam identificados os autores.
Referência da obra sem autoria
LANÇAMENTO da Intel no mercado corporativo. PC & Cia., ano 8, n. 91, p. 6-6, 2010.
Os artigos apresentados em evento constituem uma importante fonte de consulta, sobretudo oriundos de eventos que são concorridos porque geralmente se tem uma boa qualidade de publicação e bem atualizada.
Trabalho apresentado em evento
O in passou a ser grafado em itálico
SILVA, Eli Lopes da; WERLANG, Elisabete. O Professorpesquisador e a necessidade de parcerias: cooperação entre Instituições de Ensino Superior e a Iniciativa Privada. In: CONGRESSO DA SOCIEDADE PORTUGUESA DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO, 12., 2014, Vila Real. Atas do XX Congresso da SPCE. Vila Real: UTAD, 2014. p. 2742-2751.
Caso o título dos Anais (como são chamados no Brasil) ou das Atas (como é em Portugal) seja abreviado, o que mudou é que as reticências agora devem ficar entre colchetes. Veja o exemplo:

Trabalho apresentado em evento
Note que agora escrevemos
Atas[...] e não mais Atas...
Anais [...] e não mais Anais...
SILVA, Eli Lopes da; WERLANG, Elisabete. O Professor pesquisador e a necessidade de parcerias: cooperação entre Instituições de Ensino Superior e a Iniciativa Privada. In: CONGRESSO DA SOCIEDADE PORTUGUESA DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO, 12., 2014, Vila Real. Atas [...]. Vila Real: UTAD, 2014. p. 2742-2751.
Documento jurídico:
Referência de lei federal publicada no DOU
BRASIL. Lei nº. 13.005 de 25 de junho de 2014. Aprova o Plano Nacional de Educação - PNE e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, seção 1, p. 1-8, 26 jun. 2014.
Vejamos agora um exemplo de documento jurídico publicado eletronicamente.
Referência de lei federal disponível online
Note que disponível em não fica 
mais dentro dos sinais < e > .
BRASIL. Lei nº. 8.069 de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. [1990]. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm. Acesso em: 12 jun. 2016.
Considerações sobre autoria
Referências de várias obras de mesmo autor
Para várias obras de um mesmo autor, ordenar cronologicamente.
Referências de várias obras
de mesmo autor
SANTOS, Edméa O. Currículos - teorias e práticas. Rio de Janeiro: LTC, 2012.
SANTOS, Edméa O. Pesquisa-formação na cibercultura. Santo Tirso: Whitebooks, 2014.
SANTOS, Edméa O. Mi´dias e tecnologias na educac¸a~o presencial e a dista^ncia. Rio de Janeiro: LTC, 2016.
Referências de várias obras de mesmo
autor e ano
DELEUZE, Gilles. Conversações. 2. ed. São Paulo: Editora 34, 2010a.
DELEUZE, Gilles. Proust e os signos. 2. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2010b.
Referências de um mesmo sobrenome e ano, com autor diferente
Quando o sobrenome é o mesmo, mas o autor não, a referência não sofre modificação. 
Referências de um mesmo sobrenome e ano, com autor diferente
SILVA, Alessandra Collaço da. Arte, mídia e cinema na escola: um ensinar que (me) ensina! 2012. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2012.
SILVA, Eli Lopes da (Org.). Mídia-Educação: tecnologias digitais na prática do professor. Curitiba: CRV, 2012.
Onde inserir o DOI.
Nesta atualização foi apresentada a forma de inserção do DOI para artigos que possuem esta identificação. Veja exemplo retirada da própria norma:
Artigo que possui identificação DOI
A norma anterior não tinha 
essa informação.
LOEVINSOHN, Benjamin. Performance-based contracting for health services in developing countries: a toolkit. Washington, DC: The World Bank, 2008. 202 p. (Health, Nutrition, and Population Seri es,
44821). ISBN 978-0-8213-7536-5. DOI 10.1596/978-0-8213-7536-5. Disponível em: http://www.who.int/
management/resources/finances/CoverSection1.pdf. Acesso em: 7 maio 2010.
E-book
Agora também ficou mais claro onde identificar E-book. Veja exemplo, retirado da própria norma:

Como referenciar E-book
A norma anterior não tinha 
essa informação.
GODINHO, Thais. Vida organizada: como definir prioridades e transformar seus sonhos em objetivos. São Paulo: Gente, 2014. E-book.
A revisão da NBR 6023, mediante nossa análise, não trouxe muitas mudanças, pelo menos nos termos e itens relacionados com a Norma NBR 10520 de Citação.
Notem que o et al. na norma NBR 6023/2018 está grafada com itálico, enquanto que a NBR 10520 não dá nenhuma orientação e exemplo de citação com mais de três autores fazendo o uso do et al. Desse modo subentende-se que a forma a qual for utilizada na referência também será utilizada nas citações.
Entretanto, uma questão complexa se apresenta: percebam que a palavra apud nas citações não é grafado em itálico, pois na NBR 10520 ela aparece sempre sem o grifo (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2002). A partir do momento que et al. passa a ser grafado em itálico pela recomendação da NBR 6023 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2018), a complexidade se dá no fato de haver duas lógicas distintas.
Visto então que passaremos a usar o et al. em itálico e o apud sem grifo, citações como a seguinte soam, no mínimo, de forma estranha, embora esteja grafado corretamente segundo as normas:
Gil (2002 apud CORREIA; SILVA; FIGUEIREDO et al., 2010).
Parte-se pelo princípio que o et al. foi grafado em itálico por sugestão da NBR 6023 porque é uma palavra estrangeira, mas se é para aplicar essa regra da língua, o mesmo não deveria ocorrer com o apud?   
Ademais, há que se considerar que a norma NBR 10520 não apresenta exemplo de uso da expressão et al., o que deixa o usuário da norma em dúvida se utiliza a expressão em o ponto (et al) ou com o ponto (et al.). Recomendamos esta última, por se tratar de abreviação da expressão et alii, que significa “e outros”.
Desse modo, achamos um pouco estranho o comitê fazer revisão da norma NBR 6023 e não fazer ao mesmo tempo da NBR 10520, pois a NBR 6023 depende de alguns fatores da NBR 10520, tais como entradas de autores e etc.
É necessário destacar que não ficou claro como grafar nomes de entidades, como ABNT, TCU, OMS, etc.; pois a norma se limita a dizer para usar o código de catalogação vigente (e não diz se é o código de catalogação anglo americano ou o RDA).
Desse modo, torna-se bem comum, encontrar publicações onde nas citações encontramos as entidades somente com siglas e depois na lista de referências as mesmas entidades estão grafadas por extenso. Recomendamos então, que sejam grafados na citação da mesma forma que na lista de referências.
Outra regra que teve mudanças sem uma relevância notória foi a exclusão dos sinais de < e > iniciando e finalizando os links de acesso.
Nosso objetivo foi apresentar as principais alterações e, como dissemos anteriormente, mostrar também o que continua da mesma forma, para aqueles que não conheçam ou queiram relembrar.
A norma não foi esgotada nesse texto, porque deixamos, propositalmente, de apresentar elementos menos comuns como cartografias, documentos sonoros, entre outros.
REFERÊNCIAS