sábado, 11 de dezembro de 2010

GLOSSÁRIO DA EDUCAÇÃO ou ESCOLA HIPÓCRITA III

Continuando a série, mais um termo. Desta vez, quero falar da palavra da “moda”: FLEXIBILIDADE.
Ser flexível, sobretudo nas avaliações, tem sido um termo usado por algumas escolas ao solicitar para seus docentes que “peguem leve” nas avaliações.
O que tenho visto, em depoimentos de colegas docentes é o seguinte: a flexibilidade, muitas vezes solicitada a eles, é para que sejam totalmente permissíveis, ou seja, QUALQUER COISA SERVE.
Em um depoimento de uma colega, que corrige provas de redação, ela me disse da angústia de ter que ser flexível e, com isto, boa parte das redações que, se forem corrigidas ao pé da letra, teriam nota zero, acabam por ser aprovadas.
Eu sou de uma época em que o aluno cometia um erro mínimo em uma avaliação e era duramente penalizado. Claro que nunca concordei com isto e meus alunos (ex-alunos e atuais) sabem do respeito que tenho pelos discentes. Entretanto, estamos vivendo um tempo em que tudo é permitido, o tempo do “QUALQUER COISA SERVE”: seja em uma prova de redação, de matemática, de outra matéria qualquer, ou mesmo em uma dissertação de conclusão de curso de qualquer grau.
É por esta e por outras que estão trocando soro por vaselina em hospitais e pacientes estão morrendo.
Hipocrisia pura!

Um comentário:

Patrícia disse...

Eli,
Houve um tempo em que me pediam flexibilidade ao avaliar determinados textos. Hoje não podemos mais ser "flexíveis" temos que fazer "vista grossa" para os erros e continuar pensando que o Brasil é um país sério. Sério, o caramba! Bjos.
Patrícia