quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Pesquisa, desenvolvimento e tecnologia: A pesquisa nos Cursos Superiores de Tecnologia

Pesquisa, desenvolvimento e tecnologia:
A pesquisa nos Cursos Superiores de Tecnologia
(Palestra apresentada no I Seminário de Iniciação Científica da 
Faculdade de Tecnologia Senac Caçador)

Eli Lopes da Silva

Como surgem os problemas de pesquisa?
        
Os problemas de pesquisa surgem geralmente da busca pelo conhecimento, sobretudo na preocupação de conhecer a realidade. Moser, Mulder e Trout (2009) afirmam que, na tradição filosófica ocidental, o conhecimento é obtido pela conjunção de três componentes, conhecida como análise tripartite do conhecimento. São eles: crença, verdade e justificação.
         A partir de nossas crenças, buscamos evidências para comprovação das mesmas, sendo esta uma forma de se fazer ciência. Por exemplo, se eu acredito que determinadas formas de gestão dão mais competitividade às empresas, vou procurar evidências que comprovam ou refutam esta crença. Surge daí uma oportunidade de fazer pesquisa científica.
         Tomando como base a análise tripartite, o que se faz é procurar justificação para verificar as verdades de um sistema de crenças. Moser, Mulder e Trout (2009) lembram que a verdade é relativa, pois vai depender das justificações aceitas ou não para estabelecer a verdade.

Temos de admitir a possibilidade de que as pessoas chegam a conclusões diferentes em sua determinação do que é verdadeiro e o que é falso, muito embora usem elas os mesmos critérios de identificação. Se existe, pois, uma certa relatividade na identificação do que é verdadeiro, e se as regras para a identificação da verdade são também os próprios critérios de verdade e falsidade, decorre daí que a verdade é relativa. (MOSER; MULDER; TROUT, 2009, p.71).

         Portanto, a determinação da verdade em um sistema de crenças vai depender da aceitação das justificativas, que se articulam com os posicionamentos teóricos. Há um relativismo no que é verdade. Por exemplo: a crença da existência de Deus é verdadeira para os crentes e falsa para os incrédulos.
         São os pressupostos teóricos e mais a observação empírica (prática) que dão sustentação para o estabelecimento das verdades.

A característica pragmática do conhecimento, sua variabilidade de acordo com o contexto, manifesta uma lição acerca da dependência da justificação em relação às teorias: são os nossos objetivos teóricos que determinam qual é o grau de apoio ou confiabilidade necessários para que uma crença seja considerada justificada. (MOSER; MULDER; TROUT, 2009, p.58).

         Moser, Mulder e Trout (2009, p.19) concluem: “Se você tem bons motivos para corroborar a verdade de sua crença, e essa mesma crença é verdadeira e fundamenta-se em razões sólidas [...] você tem conhecimento”.


Teoria e prática

O processo de produção de conhecimento não se dá somente na teoria, muito menos se sustenta apenas com base em dados empíricos. Neste sentido, concordando com Demo (2009), uma pesquisa empírica não precisa ser empirista. Martins e Theóphilo (2009) definem o empirismo como uma linha de pensamento filosófico segundo a qual a ciência explica apenas aquilo que pode ser observado na realidade, pois a ciência é vista aí como uma descrição dos fatos. Para os empiristas o fato existe mesmo que não haja atribuição de valor ou de algum posicionamento teórico.
Ainda sobre o empirismo, Demo (1995, p.140) afirma: “Cremos que o empirismo seja a abordagem mais simplória que já se produziu”. O autor conclui que este tipo de abordagem conduz ao que ele intitula uma demissão teórica, que significa “negar trabalho teórico na constatação empírica, como se o dado fosse evidente em si. Toda sensação de evidência não provém, porém, do dado, mas do quadro teórico em que é colhido”. (DEMO, 1995, p.141).

A noção de observação não deve ser considerada como sinônima de empiricismo. É preciso entendermos que este último é apenas uma ideologia particular da observação.
[...] A pesquisa empiricista consiste apenas na aplicação de regras de contagem de opiniões ou sentimentos cuja fetichização do aspecto técnico tenta dissimular os pressupostos ideológicos que, muitas vezes, revelam alguma afinidade com o tecnocratismo.
[...] Para o empiricista puro, todas as teorias prévias são vãs filosofias. O ponto de partida seria o fato bruto observado.
[...] E empiricismo “ingênuo” existe na investigação sociológica quando o pesquisador pretende, sem problemática prévia, descobrir, a partir de um processamento de dados, “leis” ou até “teorias” relevantes do ponto de vista da sociologia. (THIOLLENT, 1982, p.19-20).

A construção de um trabalho de pesquisa científica e a elaboração do seu relato (monografia) deve levar em conta estes aspectos apontados, principalmente com uma boa relação da teoria e prática, os processos pelas quais a prática deriva de uma teoria ou mesmo quando, a partir de uma prática, elabora-se um constructo teórico.

A teoria se torna necessária, queiram ou não os defensores da universidade operacional, na medida em que nem os dados são sinônimos de conceitos/categorias nem os termos são expressão direta e imediata dos conceitos. (JANTSCH, 2008, p.50, grifo do autor).

Os fenômenos que acontecem na realidade não são explicáveis sem uma base teórica para tal. Medeiros (2009) lembra que, na pesquisa científica, a teoria tem a característica de apresentar o conjunto de princípios de uma ciência.
Sem um quadro teórico bem delimitado, devidamente fundamentado, o relato de uma pesquisa pode torná-la vazia, sem sentido ou sem sustentação. A teoria poderia ser entendida a partir da figura 1, elaborada com base nas considerações de Martins e Theóphilo (2009).
A relação teoria-prática, tomando como base os mesmos autores, poderia ser esquematicamente representada conforme a figura 2.
A teoria é concretizada em várias práticas. A prática, por sua vez, é uma opção da teoria e, por este motivo, ela apequena a teoria, dando a ela um caráter limitante. Já a teoria contém elementos utópicos que, por isso, são irrealizáveis historicamente. A prática é ideológica e, como tal, é realizada dentro de uma opção política. Assim, a realidade social é fundamentalmente prática e intrinsicamente ideológica.






Figura 1 - Significados de Teoria


 
                      Fonte: elaborado pelo autor, baseado em Martins e Theóphilo (2009)



Figura 2 - Relação teoria-prática


Fonte: elaborado pelo autor, com base em Martins e Theóphilo (2009)

 Sem investigação concreta, a sociologia não está longe de ser um discurso filosófico ou político arbitrário. Por outro lado, sem problemática  teórica  a  sociologia  é considerada apenas como enquete e degenera em vulgar pesquisa  de  opinião.  (THIOLLENT, 1982, p.21).

Em resumo, o objetivo da teoria é a reconstrução conceitual das estruturas objetivas dos fenômenos com o propósito de compreender e explicar esses fenômenos. O objetivo da teoria na pesquisa é orientar a busca dos fatos, estabelecer critérios para observar e também para buscar respostas.  (MARTINS; THEÓPHILO, 2009).

Construção do objeto de pesquisa nos cursos superiores de tecnologia

Bourdieu (1989) citado por Castro (2010, p.22) afirma que “a construção do objeto é a operação mais importante em uma pesquisa e, no entanto, é a mais ignorada.” Castro (2010) apresenta 4 desafios nesta construção:
ü  Primeiro desafio: construção do arcabouço teórico.
ü  Segundo desafio: estabelecer os limites do estudo.
ü  Terceiro desafio: escolha da abordagem metodológica.
ü  Quarto desafio: bom senso e perseverança no trabalho de campo.

A palavra técnica vem do grego techné, comumente associada à palavra arte e com o sentido de saber fazer. Galimberti (2006), utiliza Platão para dizer que Téchne deriva da expressão héxis noû que significa ser patrão e dispor da própria mente.
Pretto (2004) lembra que a sociedade moderna associou a palavra à razão do fazer.

Como parte do desenvolvimento histórico da humanidade e com o surgimento da ciência moderna, a técnica passa a estar associada ao logos e não mais com o fazer, ou seja, com a razão do fazer. Nesse sentido, surge a tecnologia como sendo uma extensão dos sentidos do homem. Essa razão do fazer está intimamente ligada à intencionalidade, aos sentidos e significados do que se faz (PRETTO, 2004, p.161).


         Nos cursos superiores de tecnologia, outro desafio na construção de um objeto de pesquisa está ligado à densidade tecnológica do objeto. A tecnologia aí, entendida, assim como proposto por Pretto (2004) na extensão dos sentidos, diz respeito a investigar seu uso. As ferramentas tecnológicas dizem respeito, por exemplo, a uma ferramenta de gestão, o uso de uma planilha 5W2H, um processo gerencial de administração do tempo, entre outros.


A formulação do projeto de pesquisa: etapas

Goldenberg (2000) apresenta algumas etapas que devem ser consideradas na formulação de um projeto de pesquisa:
         - Delimitar o problema dentro de um campo de estudo: é preciso definir um foco da pesquisa. O problema não pode ser genérico ou abrangente demais.
         - Reduzir a tarefa de pesquisa ao que o pesquisador é capaz de realizar: a maioria dos pesquisadores tende a querer “abraçar o mundo” com sua pesquisa. Ao delimitar o campo de estudo, deve-se pensar também em como delimitar as atividades que se propõe a executar na pesquisa, para que o pesquisador não se veja frustrado por não dar conta de fazer tudo que planejou. É preciso ter pé no chão com a proposta.
         - Evitar coleta de dados que favoreça a uma determinada solução: é comum o pesquisador ir a campo já com uma ideia fixa do que vai encontrar e, muitas vezes, esta fixação turva a visão do pesquisador. Se o pesquisador vai a campo já com a intenção de provar algo, independente do dado que vai coletar, não tem sentido a coleta. É preciso que o pesquisador esteja aberto ao que vai encontrar na coleta, mesmo que a descoberta esteja na contramão do que ele esperava ver.
         - Definir os conceitos a serem utilizados: atentar-se aos conceitos-chave da pesquisa. É importante defini-los com clareza tanto para o leitor do trabalho, quanto para o próprio pesquisador, que precisa saber do que está falando. A definição de conceitos é um elemento fundamental para que o pesquisador consiga estabelecer os limites daquilo que vai tratar, ou o campo de atuação da pesquisa.
         - Prever as etapas do processo de pesquisa, ainda que precise reformulá-las. O pesquisador não deve se envergonhar de refazer o planejamento da pesquisa.

A formulação do projeto de pesquisa: objetivos - geral e específicos

         O objetivo geral de uma pesquisa está relacionado à questão principal da pesquisa, ao problema a ser resolvido. O objetivo geral surge de uma pergunta de pesquisa que instiga o pesquisador a procurar uma resposta.
         Os objetivos específicos estão relacionados às questões secundárias que serão respondidas para dar conta de resolver a questão principal, ou o objetivo geral. Um cuidado que se deve ter é que os objetivos específicos não podem ir além e também não podem estar aquém do objetivo geral. É erro comum o pesquisador escrever nos objetivos específicos ações que, se forem concretizadas na prática, vão além do é necessário para resolver o problema principal da pesquisa. Quando isto acontece, é preciso rever o objetivo geral, de maneira que ele agregue os objetivos específicos propostos ou então retirar dos específicos aquelas ações que estão “sobrando”. Cada objetivo específico deve ser pensado à luz da seguinte pergunta: O que fazer para alcançar o objetivo geral proposto?
Castro (2010, p.29) propõe um quadro de atividades (Quadro 1) para organizar a busca dos objetivos específicos. Em sua proposta, para cada objetivo específico deve-se definir “o que fazer”, “com que e com quem” (neste caso definem-se as fontes documentais e orais a serem pesquisadas), “que instrumentos utilizar” e, finalmente, “o que quero saber”, ou seja, quais as questões devem ser esclarecidas para dar conta de cumprir cada objetivo específico estabelecido na pesquisa.




Quadro 1 – Organização dos objetivos específicos


Objetivos específicos
O que fazer?
Com que e com quem?
Que instrumentos utilizar?
O que quero saber?
(questões a serem esclarecidas)
Fontes documentais
Fontes orais
1.





2.





3.






 











Fonte: Castro (2010, p.29)

Alicerce de uma boa pesquisa

         Severino (2010) apresenta quatro pilares para uma boa pesquisa: legitimidade, construtividade do conhecimento, metodicidade e comunidade.
         A legitimidade de uma pesquisa é o compromisso que ela deve ter com a relevância social. Uma pesquisa deve ser pensada para dar às pessoas condições de emancipação; ela deve visar uma transformação qualitativa da sociedade.
         A construtividade do conhecimento está relacionada ao fato de que o professor precisa pesquisar para bem ensinar. E quanto ao aluno, precisa de prática investigativa para bem aprender. “Só se aprende ciência, praticando a ciência; só se pratica a ciência praticando a pesquisa e só se pratica a pesquisa, trabalhando o conhecimento a partir das fontes apropriadas a cada tipo de objeto”. (SEVERINO, 2010, p.4).
         A questão do método da pesquisa deve ser levada ao pesquisador junto com a imersão no universo teórico e conceitual. Portanto, a metodicidade diz respeito à prestar atenção não somente nos métodos de pesquisa, mas em toda a discussão relevante da área que está sendo investigada na pesquisa.
         Já o alicerce da comunidade diz respeito à inserção dos pesquisadores em comunidades de pesquisa, bem como vislumbrar que a construção do conhecimento se dá coletivamente.
         A motivação da pesquisa não pode ser a satisfação do próprio ego do pesquisador. Pesquisa não é o mesmo que consultoria. O pesquisador não deve se julgar no direito de dizer ao sujeito da pesquisa o que deve fazer, mesmo em situações nas quais o pesquisador investiga as atividades exercidas em organizações, como acontece geralmente em pesquisas nos Cursos Superiores de Tecnologia.

O Curso Superior de Tecnologia (CST) e a pesquisa

         A resolução CNE/CP número 3, de 18/12/2002 disponível no endereço eletrônico http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CP032002.pdf, é o instrumento legal que reconhece os Cursos Superiores de Tecnologia (CSTs) como cursos de graduação. Ela determina algumas características dos CSTs, entre elas: incentivar a produção e a inovação científico-tecnológica, e suas respectivas aplicações no mundo do trabalho.
         O Curso Superior de Tecnologia, além de fornecer subsídios práticos para inserção no mundo do trabalho, deve formar cidadão com uma base teórica sólida o suficiente para que o egresso seja capaz de aprender a aprender, de ter ciência das ações que executa e de ter condições de fazer pesquisa.
        
        
Um possível roteiro de pesquisa

         Castro (2006) apresenta uma sugestão de roteiro de pesquisa, embora o autor afirma que o objetivo não é “engessar” um processo de produção de pesquisa, mas dar algumas dicas de etapas (não lineares) que podem ser seguidas na condução de uma pesquisa. São elas:
·         Escolha do objeto de pesquisa.
·         Determinação dos objetivos.
·         Apreciação do impacto da pesquisa.
·         Escolha das variáveis empíricas.
·         Análise dos riscos.
·         Intimidade com o tema.
·         Determinação dos obstáculos.
·         Escolha dos métodos.
·         Descrição da forma de análise dos dados.
·         Coleta de dados.
·         Análise dos dados.
·         Redação do relatório de pesquisa.

Conclusão

         Pesquisar requer muito esforço, perseverança e conhecimento do tema da pesquisa. O pesquisador precisa definir muito bem seu objeto de estudo, traçar seus objetivos (geral e específicos), estabelecer os limites conceituais, aprofundar no referencial teórico e buscar coletar dados para confrontá-los com estes referenciais.
         O Curso Superior de Tecnologia (CST), por sua natureza teórico-prática, dá plenas condições aos alunos de fazer pesquisa durante a graduação. A resolução do Conselho Nacional de Educação sugere que este tipo de curso busque esta característica de fazer pesquisa e estabelecer sua vinculação com o mercado de trabalho.
         No planejamento e execução de pesquisas, professores e alunos de CSTs criam condições de estabelecer o vínculo teoria e prática, além de oportunizarem aprendizado para ambos. Não é fácil pesquisar nos cursos de graduação pelo fato de que os alunos, muitas vezes, estão obtendo ainda o primeiro contato com os temas de pesquisa, mas é preciso ousar e enfrentar o desafio. Professor e aluno que pesquisam aprendem e crescem juntos.





REFERÊNCIAS
CASTRO, Claudio de Moura. A prática da pesquisa. 2.ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006.
CASTRO, Magali de. Da construção do projeto ao relatório de pesquisa: os desafios do pesquisador. In: A Pesquisa sobre a profissão docente: desafios e perspectivas. Curitiba: CRV, 2010. p.17-31.
DEMO, Pedro. Metodologia científica em ciências sociais. 3.ed. São Paulo: Atlas, 1995.
DEMO, Pedro. Professor e Pesquisa (8): dados empíricos. (2009). Disponível em: . Acesso em 11 set. 2011.
GALIMBERTI, Umberto. Psiche e Techne: o homem na idade da técnica. São Paulo: Paulus, 2006.

GOLDENBERG, Mirian. A arte de pesquisar: como fazer pesquisa qualitativa em Ciências Sociais. 4.ed. Rio de Janeiro: Record, 2000.
JANTSCH, Ari Paulo. Os conceitos no ato teórico-metodológico do labor científico. In: BIANCHETTI, Lucídio; MEKSENAS, Paulo. (Org.). A trama do conhecimento: teoria, método e escrita em ciência e pesquisa. Campinas, SP: Papirus, 2008.
MARTINS, Gilberto de Andrade; THEÓPHILO, Carlos Renato. Metodologia da investigação científica para ciências sociais aplicadas. 2.ed. São Paulo: Atlas, 2009.
MEDEIROS, João Bosco. Redação científica: a prática de fichamentos, resumos, resenhas. 11.ed. São Paulo: Atlas, 2009.
MOSER, Paul K; MULDER, Dwayne H; TROUT, J.D. A teoria do conhecimento. 2.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2009.
PRETTO, Nelson. Linguagens e Tecnologias na Educação. In: CANDAU, V. (org). Cultura, linguagem e subjetividade no ensinar e aprender. São Paulo: DP&A, 2004. p.161-182.

SEVERINO, Antônio Joaquim. Pesquisa e construção de conhecimento: os desafios da pós-graduação nas encruzilhadas dos caminhos. In: COLÓQUIO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO, 7., 2010, Belo Horizonte. Anais do VII Colóquio Nacional de Pesquisa em Educação. São João Del Rei, MG: Editora UFSJ, 2010. ISBN 978-85-88414-60-0.
THIOLLENT, Michel J.M. A procura de alternativas metodológicas. In: THIOLLENT, Michel J.M. (Org.). Crítica metodológica, investigação social e enquete operária. São Paulo: Polis, 1982. p.15-30.

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